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Ariano Suassuna

Ariano Suassuna

Ariano Vilar Suassuna nasceu em João Pessoa/PB em 16 de junho de 1927.

Foi um escritor, poeta, dramaturgo,  romancista, filósofo, artista plásticoprofessorensaístapolítico e advogado brasileiro.

Idealizador do Movimento Armorial e autor de obras como Auto da Compadecida (1955) e Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971), Ariano Suassuna foi um defensor da cultura do Nordeste do Brasil e um dos maiores expoentes da literatura brasileira, tendo sido, em 2012, indicado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal como representante do Brasil na disputa pelo Prêmio Nobel de Literatura. Como um autor de renome internacional, as obras de Suassuna já foram traduzidas para diversos idiomas, incluindo inglês, francês, espanhol, alemão, holandês, italiano e polonês, tendo sido também objeto de inúmeros trabalhos acadêmicos em universidades brasileiras e estrangeiras.

Na administração pública, foi secretário de Educação e Cultura da cidade de  Recife (1975–1978), secretário de Cultura de Pernambuco (1994–1998), secretário especial de Cultura de Pernambuco (2007–2010) e secretário da Assessoria Especial do governador Eduardo Campos (2011–2014). Declaradamente socialista e de esquerda, em 2011 foi nomeado presidente de honra do Partido Socialista Brasileiro (PSB), ao qual era filiado desde 1990.

Ao longo de sua vida, Suassuna recebeu diversos prêmios e honrarias, incluindo o título de Cidadão de Pernambuco (1967) e o Prêmio Nacional de Ficção (1973), este concedido pelo Instituto Nacional do Livro (INL/MEC). Por indicação da escritora Rachel de Queiroz, foi um dos membros fundadores do Conselho Federal de Cultura, ao lado de Guimarães RosaGilberto FreireAdonias FilhoAffonso ArinosRoberto Burle Marx, entre outros grandes nomes da literatura e das artes brasileiras. Além de sua carreira literária, por mais de 30 anos Ariano Suassuna também atuou como professor da Universidade Federal de Pernambuco, onde lecionou Estética, História da Arte, Cultura Brasileira, Teoria do Teatro e disciplinas afins entre 1956 e 1989, quando então se aposentou das atividades docentes na referida instituição.  Em 1989 foi eleito para a cadeira n.º 32 da Academia Brasileira de Letras. Em 1993 foi eleito para a cadeira n.º 18 da Academia Pernambucana de Letra, e em 2000 ocupou a cadeira n.º 35 da Academia Paraibana de Letras.

Em 1995, recebeu o título de professor emérito da Universidade Federal de Pernambuco.

Faleceu em Recife/PE em 23 de julho de 2014

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